segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Engates: A abordagem directa

Já se perguntaram qual a melhor abordagem para um engate bem sucedido? Vou assumir que o facto de eu já ter feito esta pergunta é suficiente para escrever, mesmo que nenhum de vocês o tenha feito.

Muitas vezes após uma saída de copos, acordo muito mal disposto, mas isto agora não é importante. O que é importante é que depois na próxima saída de copos alguém diz-me:

- Olha lá man, como é que ficou a cena com a tal gaja que era igual à Isabel Figueiras e que se estava a fazer a ti?

Eu digo logo:

- O quê? Não devia ser a mim, pois nunca jamais deixaria que uma gaja parecida com a Isabel Figueiras e que se estivesse a fazer a mim, desaparecesse do meu alcance sem intervenção policial, ou 10 canecas!

Mas é verdade meus amigos, aconteceu mesmo! E agora sei que a culpa é das gajas, e não apenas das que são parecidas com a Isabel Figueiras, as que se parecem com a Marisa Cruz também tem culpa, e em geral todas as outras!

Um estudo [1] levado a cabo por uns senhores, que consistia em analisar a linguagem corporal de umas mulheres enquanto falavam com uns homens, revelou que no primeiro minuto as mulheres tinham uma linguagem gestual sempre com sinais positivos, e só a partir do 4º minuto até ao décimo é que ocasionalmente eram enviados mais sinais positivos conforme a mulher estivesse interessada no homem com que estava a falar.

Agora isto quer dizer o quê? Quer dizer que provavelmente a gaja parecida com a Isabel Figueiras não se estava a fazer a mim, e estava apenas a ser simpática. Mas também pode querer dizer que os sinais foram tão subtis que não me quis arriscar a levar mais uma chapada, pois já nem me nasce bem a barba num dos lados da cara. O que consequentemente quer dizer que as mulheres é que são culpadas pelos homens assumirem coisas que não são, e por muitas vezes não assumirem coisas que são.

Em conclusão, nada como ser directo. Teria levado muito menos chapadas e quiçá mais o quê!



1 - Non-verbal behavior as courtship signals: the role of control and choice in selecting partners

1 comentários:

Textículos disse...

271.Momento National Geographic

Já estava sentado à tempo demais sem qualquer sinal do empregado, aliás andavam todos de tal maneira atarefados que nenhum tinha arranjado uns segundos para me dar atenção, felizmente havia com que me entreter na mesa.



Sentada numa outra mesa ao lado estava uma mulher tão castamente vestida quanto formal, em particular numa Sexta-feira, também ela mostrava, já, sinais de impaciência. Inclinada na cadeira enquanto lia um papel tirado da mala, desabotoou o botão da blusa junto ao fundo do pescoço deixando à mostra um coração pendurado num fio de ouro, finamente trabalhado, armando a cilada para o insidioso peito, de seguida soltou o cabelo do cárcere dum elástico e abanando a cabeça afastou a franja dos olhos, terminando num longo suspiro. Num instante mágico ela passou de gira a "boa como ò milho". E logo surgiu um empregado com postura de pavão, cobrindo todo o espaço e puxando do virtuoso dentro si perguntou "A menina, o que vai desejar?"



O etologista Irenäus Eibl-Eibesfeldt documentou à décadas este tipo de comportamentos em mulheres de todo o mundo, nos seus modos de atrair a atenção masculina, descobriu não haver diferenças substanciais entre raças, culturas, estrato social ou religião. O sorrir; o olhar; o gingar do corpo; a gargalhada; o lamber dos lábios e mais um sem-fim de ardis. Quando o empregado virou costas, de peito feito e sorriso na face, eu continuei à espera, ela retomou a leitura do papel e escarafunchou, uma vez, o nariz com o dedo indicador. Afinal veio só para almoçar. :)