quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Eh pa, e os taxistas

Os taxistas deviam ter um filo próprio, como os animais, não quero com isto dizer que sejam animais, mas até são no sentido mais lato da palavra...

Eu, criatura da noite, ando muito de táxi porque sou capitalista e também porque bebo demasiado para conduzir, e como tal já conheci variadíssimas espécies do Phylum taxista, mas de todas elas a mais comum é o taxistus lisboetus purus, vulgo bimbo.

Este classe é caracterizada por não lavar o cabelo ao ponto de acumular tanto sebo que a malta comum pensa que é brilhantina, mas não, e isto não é cliché, existem mesmo e aos cagalhões. Os óculos não são sempre Ray Ban, muitas vezes são de marca foleiras e com lentes de várias multicolores. Uma constante de todo o Filo taxista é que são muito mal educados, e tem uma opinião sobre tudo, até sobre o LHC (testei esta hipótese sexta-feira passada).

Um episódio bastante bom para caracterizar o bimbo, aconteceu-me a sair do Bairro Alto, quando entrei num taxi e deparo-me com um individuo atrás do volante a conduzir com umas luvas de ginásio que apenas vão até meio dos dedos. O animal para-me ao lado de uma miúda de saia e top e diz com uma voz esganiçada:

"oh cachopa, tás com caloooor.... tás toda boooooa!" E vira-se para mim e começa a sorrir tipo "he he he". Eu penso cá para mim... "deves gastar pouco em putas deves, que de outra maneira não te safas..." Quando nos aproximamos de um semáforo vermelho em que está um BMW 530d parado, o sinal fica verde e ele passa pelo BMW, e diz-me "estes gajos com os carros bons... eu passo-os a todos... na baixa velocidade, porque na alta não gosto, é que este carro tem uma caixa que não é dele!"

A partir deste momento comecei a simular uma chamada telefónica para que ele se calasse. Mas vendo bem, que merda é esta de passar em baixa velocidade? É do tipo até 40 km/h aposto que ando mais depressa, porque os meus 40km/h são mais rápidos que os dele? Mas que urso, não há vantagem nenhuma em passar por alguém quando este alguém está a andar devagar! E depois a conversa da caixa... tem uma caixa que não é dele... é mesmo conversa típica da galinha da vizinha é melhor que a minha, pelos vistos também se aplica às caixas...

Já não tenho paciência para escrever mais... parece que a minha veia humorística está a perder força...

segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

O que acontece quando há uma gaja boa perto

Outra coisa que detesto é quando preciso de fazer alguma coisa e por alguma razão metem uma gaja boa por perto...

Todas as merdinhas que faço são a pensar que a gaja pode estar a olhar para mim, e tenho que parecer ser um gajo do camandro, todo fixe e sofisticado e o caraças, e isto prejudica-me a concentração... É do tipo, estou à rasca para mijar e tenho que ir à casa de banho e penso:

"...bom, tenho que me levantar da cadeira de uma forma porreira, o ideal é capaz de ser pegar no telemóvel e simular que tenho uma chamada e levanto-me com pose.

Mas mesmo quando estou prestes a fazer a isso começo a pensar:

"esta merda se calhar dá muita cana... o melhor é mesmo levantar-me de forma normal..." e assim começo a levantar-me e enfio uma grande cacetada no caixote de lixo e faço um basqueiro do caraças! "FODA-SE, merda do camandro... sou mesmo parvo... vou fingir que estou chateado assim ao menos ela não se ri"

E depois dou por mim a trabalhar a pensar na forma mais fixe de pegar na caneta:

"Vou pegar agora na caneta com a mão direita, enquanto afago a barba, assim ela vê logo que sou um gajo maturo. Aproveito e simulo uma chamada telefónica

O pior de tudo é quando tenho mesmo de coçar a cabeça:

"Acho que vou simular uma chamada telefónica para poder sair e coçar a cabeça, assim ela não pensa que não tomo banho... (mas que merda é esta com simular chamadas telefónicas!?) Bah, estou-me a cagar, as pessoas normais também coçam a cabeça, se bem que ela ainda não o fez, vou olhar a ver se está a coçar a cabeça..." E neste preciso instantes ela olha para mim... "FODA-SE! Fui canado... vou olhar para uma coisa qualquer que esteja perto dela, assim ela pensa que não olhei para ela..." E depois tenho que ficar a olhar para a merda do fio do rato porque foi a primeira coisa que olhei, e agora não posso olhar para mais lado nenhum senão ainda pensa que tive medo dela...

Enfim... nisto passam-se horas e não faço metade do que devia...  

A merda dos diminutivos

Se há coisa que me irrita são o raio dos diminutivos... amorzinho, bebezinho, coisinho, panito, fodassinho! Porra! Eh pá falem como gente grande! Quando estou num bar que tenha karaoke tenho sempre que ouvir 2 ou 20 vezes ao longo da noite uma lista de nomes de um grupo de gajas que começa sempre com:

"E agora temos a kikinha, pipinha, ritinha, martinha, pilinha..." e nunca mais acaba esta merda de lista de nomes, para além de serem colhões delas ainda alongam a merda dos nomes para levar mais tempo! Cerca de 30% do tempo de uma noite de karaoke é a chamar grupos de gajas! Foram-se! Ganhem coragem e vão cantar sozinhas, vão aos montes para ninguém perceber qual delas canta horrivelmente, tremendamente mal, ou mal de todo! O , desamparem-me a loja!

E ainda não basta terem a merda dos nomes com diminutivos, ainda tem que tratar os outros com o raio dos inhos. Há não muito tempo atrás andei com uma miúda com alguns anos a menos que eu, e por pouco tempo, porque fartei-me de ser tratado de amorzinho, e bebezinho, e fofinho e o camandrinho... Até que lhe disse, eu não quero ser amorzinho de ninguém, porque se não quero ter um carrinho também não quero ter um amorzinho! Quero um carrão e um amorzão! E a merda do fofinho, ai o meu canário, andei aí a fazer desporto como um animal para ficar rijo e seco e ainda me chamas fofinho!? Fofinho é o raio!

E este post, que era para ser postzinho acabou um postão!


domingo, 21 de Setembro de 2008

O melhor rabo do Mundo!

Ao longo de toda a minha vida, sempre desempenhei com empenho a minha função de avaliador de rabos femininos, fiquei triste quando não fui convidado para fazer parte do júri oficial. Mas não obstante, deixo-vos aqui e em primeira mão, como foi o concurso deste ano.

quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

O Tabaco é pior que o alcool

Um estudo (que gostava de saber em que consiste) e que é referenciado n'O Publico diz que o tabaco mata 3 vezes mais que o álcool.

"O tabaco foi responsável por 12 mil e 600 mortes (11,7 por cento) e 4050 (3,8 por cento) dos óbitos são atribuíveis ao álcool"

Assumindo como verdadeiros estes números eles dizem muito pouco, apesar de pretenderem dizer muito. Ser responsável por 12 600 mortes é um número grande, e até aceito como verdadeiro até prova em contrário, pois não tenho razões para duvidar do que diz o senhor Miguel Gouveia. 

Eu até não tenho problemas em aceitar isto das mortes relacionadas com o consumo de tabaco serem superiores às relacionadas com álcool, se bem que estou curioso em saber se um acidente de viação causado por um individuo embriagado conta para esta estatística.

Agora a parte dos custos relacionados com o consumo de tabaco serem superiores aos do álcool, não me parece verdade. Pelo teor do estudo, e sem mais dados, estes custos devem estar inteiramente ligados à saúde, o que até faria algum sentido se o tabaco e o álcool não tivesse mais custos que não a saúde. Mas o álcool introduz muitos mais custos em muitas mais áreas que não a saúde. 

Alguns exemplos de custos induzidos pelo consumo de álcool são:

  • Vandalismo (eu bebo muito e não sou vândalo, mas todos temos que admitir que já se fez algumas coisas que nunca teríamos feito se não fosse sob efeito de enormes quantidades de álcool)
  • Violência gratuita, só para não dizerem que o álcool não prejudica ninguém, é preciso ser muito ingénuo para acreditar em tal preposição
  • Violência doméstica. Podem perguntar às mulheres de Portugal que são vítimas de violência por parte dos maridos se acontece mais quando eles bebem ou quando fumam
  • Acidentes de viação. Alguns matam, e outros tiram pernas a pessoas que não tem nada a ver com o assunto. Mais um caso para dizerem que o consumo de álcool não afecta terceiros

Seria interessante saber se foram quantificados os custos económicos dos pontos acima, e se o foram como exactamente foi feito, já que muitos aspectos como o vandalismo, a violência doméstica e gratuita já são difíceis de quantificar em geral, quanto mais o caso particular da causa ser o consumo de álcool.

Até ler o estudo completo e as suas fontes de dados, cheira-me mais a "contabilidade habilidosa" que outra coisa, pois se estes factores não foram tidos em conta, isto é tudo muito bonito, mas pouco verdade.

terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Bizarro Invisivel

Muitos de nós (principalmente os homens) já desejaram em algum ponto da sua vida (principalmente quando passam pelos balneários femininos) ser invisíveis. Pois meus amigos, eu concretizei, e deixem-me que lhes diga que é uma merda. A minha aventura reza assim...

Acordei com a merda da luz da pen bluetooth a piscar, e pensei cá para mim "mas que raio... nunca acordei com esta merda..." tirei os cobertores de cima de mim, e fui calçar os chinelos, e neste instante vi que não tinha pés. Pensei logo que tinham-me cortado os pés para vender no mercado negro, porque se já roubam rins, também podiam roubar pés, para aqueles que tem dois pés esquerdos a dançar.

Sacudi este pensamento, porque pensava que ainda estava a dormir, mas quando cheguei à casa de banho e saco do Johnson para urinar, ia-me dando uma coisinha má! E pronto, percebi que estava completamente invisível. Tive uma série de problemas, um deles foi logo a lavar os dentes, depois quando fui comer, o que já cá estava dentro não se via, mas o que metia bela boca abaixo via-se, e o pior não foi a comer, foi mesmo quando comecei a digerir aquela merda, e estou a falar literalmente, era mesmo merda que eu via a dançar no meio daquilo que antes era o meu tronco.

Estive dois dias sem sair de casa, mas como o tempo até ficou mais quente já consegui sair à rua todo nu e sem comer nada para ninguém me ver, mas como sai todo nu não levei as chaves de casa, o que mais tarde veio a aborrecer-me, porque à noite ficou frio e queria ir para casa. Mas falando das partes boas de ser invisível...

Andei a assustar bué de pessoal, parti-me a rir! Obviamente que fui ao Sol-Inca mais próximo para os balneários femininos ver as gajas, e arrependi-me porque à mistura com as boas estavam as velhas e não boas, e para mim nunca foi um bom negócio ver uma coisa horrível para ver uma coisa bonita. Tentei entreter-me com outras coisas, mas não haviam muitas coisas, as portas automáticas não abriam quando me aproximava, os autocarros não paravam quando lhes fazia sinal, ninguém me respondia quando dizia bom dia, os empregados de balcão não me traziam a cerveja mas também não a podia beber. e escusado será dizer que fiquei com uma dor de cabeça do piorio porque sempre que fechava os olhos via através das pálpebras.

Tentei não ver a coisa pela negativa, mas como já disse, via tudo independentemente de fechar os olhos. Sempre que andava tinha que me desviar de toda a gente, borrava-me de medo a atravessar a rua, e nem podia roubar nada porque viam as coisas que roubava a andarem sozinhas. Enfim... vida de merda, até que de um momento para o outro fiquei visível, logo na altura que estava no balneário do Holmes Place (as gajas lá são melhores), todo nu e em sentido. Fui preso por assédio sexual, e até hoje permanece o mistério de "onde estava a minha roupa, e como consegui entrar num ginásio todo nu sem ser visto".

Que vos sirva de lição, a invisibilidade é uma merda...

E mais um desaparece

Há uns tempo morreu o Crazy Diamond, e hoje morreu Rick Wright.

Não há muito a dizer, é melhor ver este video, excerto do meu dvd favorito de todos os tempos.

domingo, 14 de Setembro de 2008

Mas ninguém respeita a lei neste País

Desde que adicionei algumas feeds de noticias nacionais ao meu GReader tenho visto com cada merda que parecem duas ou três, desde coisas inofensivas até coisas bastante ofensivas, mas de tudo o que tenho visto o pior é que ninguém respeita a Lei nesta merda de país.

Então agora já matam touros em Monsarraz, apesar de ser ilegal, e ainda mostram esta merda na televisão, e pior que tudo ainda aparecem inúteis armados em campeões a dizer que ah e tal é a tradição. O , peguem no raio da tradição e enfiem-na onde o sol não brilha! Então e se eu tivesse tradição de andar a arrancar os dentes do ciso com um alicate ferrugento e sem anestesia a quem bem me apetecesse? E se eu tivesse a tradição de andar a empalar pessoal? Estes parvalhões andam aí a matar touros, o que eu até acho que é o mais humano a fazer, mas é irrelevante. A Lei é a Lei e tem que ser cumprida. Eu ao menos se andasse a desobedecer à Lei não andava a dizer a ninguém com medo de ser preso.

E isto leva-se ao segundo ponto, quando neste país um homem consegue enfiar meia dúzia de tiros noutro dentro de uma esquadra da policia, ser ouvido e aguardar julgamento em liberdade, puta que pariu! Claro que os outros andam aí a matar touros, e fazem muito bem, assim fazem o que gostam e sem receio de castigo, se o outro dispara e não vai preso, por matar touros não vou de certeza. Quando uma autarca é procurada pela justiça em Portugal e foge para o Brasil, volta e é novamente eleita, puta que pariu ao quadrado! Não é só ao nível mais elevado que as coisas falham, parece que ao nível da população (que são as vítimas da corrupção) as coisas falham, bastava-lhes não votar, mas não, ainda tornam a mete-la lá. Mas que merda é esta? 

O Champalimaud dizia que isto (Portugal) é um país de brincadeira, acho que não chega. Um amigo meu disse que Portugal era um país em estado selvagem, mas também não chega. Eu digo mesmo que isto é um país de selvagens! E existem certamente países piores, mas também os existem melhores, e acho que começa a ser altura do dinheiro que vem do meu trabalho não seja para dar casas aos cabrões que tem plasmas e que ainda andam a assaltar... não admira que ninguém queira pagar impostos... para isso mais vale queimar o dinheiro...

quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

A razão para beber

Nos meus momentos de menor embriaguez sempre me interroguei, entre outras coisas, porque raio inventamos a agricultura, e hoje li a resposta n'O Público.  

Muita gente já me perguntou, "mas porque bebes?" Eu eu respondia: "Eueu beabo porque me apyutece", tipicamente tinha que repetir isso três ou quatro vezes até perceberem as palavras que me saiam da boca, mas pronto. Agora já sei que bebo para manter a sociedade unida. A vontade da cerveja foi o elemento catalizador da fixação da espécie humana, o fulcro da sociedade humana, a Pièce de résistance da civilização. A cerveja que tantas coisas boas faz, também nos aproximou e uniu como espécie, e é por isso que já fomos à Lua, é pela cerveja que se travam guerras, é pela cerveja que temos chocolate, é pela cerveja que bebemos cerveja.

Eu Bizarro Lincoln digo agora, e para sempre: "To the beer, for the beer and by the beer we exist!"

domingo, 7 de Setembro de 2008

A arte de bem tropeçar

A pedido de uma única pessoa vou tentar escrever qualquer coisa...

Estava eu a andar na rua, quando tropeço numa merda de um ferro que estava a sair do chão, e a primeira coisa que disse foi uma série de palavrões em voz alta e com gestos ameaçadores para o maldito ferro. Passadas algumas horas, estava eu a fumar um cigarrinho nas escadas de incêndio do edifício onde trabalho, e um gajo a subir as escadas tropeça, mas ao contrário de mim não disse palavrões nem ameaçou o degrau, simplesmente acelerou o passo e subiu as escadas como se não houvesse amanhã.

Fiquei a pensar na diferença de atitude entre eu e ele, e para além de chegar à conclusão que ele devia ser gay porque não disse palavrões, conclui também que as pessoas não gostam que os outros percebam que tropeçaram, e pior ainda tentam enganar as pessoas com os truques mais ridículos de todos, e os quais irei nomear em seguida.

Truque 1 - Fingir que não se passou nada

Acontece tipicamente quando o sujeito está em andamento, tropeça, e continua a andar como se não se tivesse passado nada. Mas que coisa mais estúpida porque todos nós percebemos que ele tropeçou, aquela merda deve-lhe estar a doer, mas ele está a armar-se em forte. Parvoíce do caraças. Nestes casos devemos fazer aquele barulho de dor, tipo "sssseeeee...." e dizer a quem estiver ao lado de forma que a vítima oiça algo do género "Deve ter doído....".

Truque 2 - Armar-se em duro

Consiste em portar-se como uma besta agressiva e capaz de destruir todo o continuo espaço-tempo por causa de uma coisa tão trivial. O objectivo é intimidar todas as pessoas à volta, de forma que os mesmos tenham demasiado medo para se rir. (Não sabia que era um truque, mas fiquei a saber agora). Neste caso, devemos fazer questão de rir a olhar nos olhos da vitima, o que lhe irá tirar todo o poder que pensa que tem, deixando-o num estado miserável que até pode conduzir ao suicídio.

Truque 3 - Começar a correr

Este é sem duvida o meu favorito, porque parto-me a rir não só de cada vez que presencio, mas sempre que me lembro das vezes que presenciei, como agora :) Acontece quando o pessoal está a andar tropeça, e aproveita o impulso gerado por tropeçar para iniciar um jogging de 5 metros. Mas que merda é esta!? Devem estar a pensar que as pessoas que estão a ver aquilo vão pensar "ah, deve estar atrasado.... afinal já recuperou o tempo!". Nestes casos devemos rir mesmo à gargalhada, e dizer em bom som "ahahahahaa, é melhor não correres senão tropeças com mais força!"

Truque 4 - Chamar a atenção dos circundantes 

Muitas vezes numa tentativa de demonstrar grande auto-confiança, a vitima chama a atenção dos presentes para o que lhe aconteceu. Isso é uma asneira, porque toda a gente sabe que ele apenas está a fazer aquilo para enganar os outros. Na realidade ele está lixado, e o que se deve fazer é sempre que vemos alguém tropeçar, rir o mais rapidamente possível antecipando esta jogada, e assim o gajo vai ficar mesmo lixado.

Acho que já não há mais truques... fico-me por aqui.