De acordo com a interpretação dos muitos mundos da mecânica quântica, para cada evento observável existe duas (ou mais) hipóteses des-coerentes que se separam no momento da observação formando dois (ou mais) universos correspondentes a cada uma hipóteses quando observada.
Utilizando esta interpretação, proponho ser eu o sujeito de uma experiência em que um alimentador de Cutty Sark seja accionado conforme o decaimento nuclear de um átomo, que pode ocorrer ou não com base em probabilidades calculáveis, e desta forma posso beber whiskey ou não. Até ao momento da observação terão que existir dois estados des-coerentes em que eu bebo e não bebo whiskey ao mesmo tempo, e que se separarão no momento da observação.
Como os estados des-coerentes, eu não tenho forma de comunicar com nenhum dos outros universos, e só tenho consciencia de mim próprio, tal como os outros eus só tem deles próprios. No entanto as funções-onda que determinam as probabilidades do átomo decair ou não (ou seja de eu beber whiskey ou não) nunca chegam a zero, será sempre criado um universo em que eu estou sempre a beber.
Assim sendo, eu ficarei perpétuamente a beber. E melhor do que isso tudo, vou provar também que o álcool não faz mal ao fígado, porque enquanto alguns de mim irão parar para universos em que morrem de cirrose, outros irão parar para universos em que não morrem. E a não ser que as funções-onda estejam interligadas, eu nunca morrerei, e nunca pararei de beber.
E voilá, ciência e whiskey nunca funcionaram tão bem :)
1 comentários:
Implícita ou explícitamente um relativista assegura que o seu pensamento é verdadeiro; insistindo ainda que a verdade seja relativa, algo tido como verdadeiro também pode ser falso. Consequentemente o relativismo também pode ser verdadeiro e falso.
Também já tentei responder a esse paradoxo, mas acabo de forma religiosa com uma ressaca dos diabos.
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