terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Bizarro Invisivel

Muitos de nós (principalmente os homens) já desejaram em algum ponto da sua vida (principalmente quando passam pelos balneários femininos) ser invisíveis. Pois meus amigos, eu concretizei, e deixem-me que lhes diga que é uma merda. A minha aventura reza assim...

Acordei com a merda da luz da pen bluetooth a piscar, e pensei cá para mim "mas que raio... nunca acordei com esta merda..." tirei os cobertores de cima de mim, e fui calçar os chinelos, e neste instante vi que não tinha pés. Pensei logo que tinham-me cortado os pés para vender no mercado negro, porque se já roubam rins, também podiam roubar pés, para aqueles que tem dois pés esquerdos a dançar.

Sacudi este pensamento, porque pensava que ainda estava a dormir, mas quando cheguei à casa de banho e saco do Johnson para urinar, ia-me dando uma coisinha má! E pronto, percebi que estava completamente invisível. Tive uma série de problemas, um deles foi logo a lavar os dentes, depois quando fui comer, o que já cá estava dentro não se via, mas o que metia bela boca abaixo via-se, e o pior não foi a comer, foi mesmo quando comecei a digerir aquela merda, e estou a falar literalmente, era mesmo merda que eu via a dançar no meio daquilo que antes era o meu tronco.

Estive dois dias sem sair de casa, mas como o tempo até ficou mais quente já consegui sair à rua todo nu e sem comer nada para ninguém me ver, mas como sai todo nu não levei as chaves de casa, o que mais tarde veio a aborrecer-me, porque à noite ficou frio e queria ir para casa. Mas falando das partes boas de ser invisível...

Andei a assustar bué de pessoal, parti-me a rir! Obviamente que fui ao Sol-Inca mais próximo para os balneários femininos ver as gajas, e arrependi-me porque à mistura com as boas estavam as velhas e não boas, e para mim nunca foi um bom negócio ver uma coisa horrível para ver uma coisa bonita. Tentei entreter-me com outras coisas, mas não haviam muitas coisas, as portas automáticas não abriam quando me aproximava, os autocarros não paravam quando lhes fazia sinal, ninguém me respondia quando dizia bom dia, os empregados de balcão não me traziam a cerveja mas também não a podia beber. e escusado será dizer que fiquei com uma dor de cabeça do piorio porque sempre que fechava os olhos via através das pálpebras.

Tentei não ver a coisa pela negativa, mas como já disse, via tudo independentemente de fechar os olhos. Sempre que andava tinha que me desviar de toda a gente, borrava-me de medo a atravessar a rua, e nem podia roubar nada porque viam as coisas que roubava a andarem sozinhas. Enfim... vida de merda, até que de um momento para o outro fiquei visível, logo na altura que estava no balneário do Holmes Place (as gajas lá são melhores), todo nu e em sentido. Fui preso por assédio sexual, e até hoje permanece o mistério de "onde estava a minha roupa, e como consegui entrar num ginásio todo nu sem ser visto".

Que vos sirva de lição, a invisibilidade é uma merda...

2 comentários:

Vitaly disse...

Boas.
Mas que grande história! Parti-me a rir com isto.

Escreves bem meu!

Bizarro disse...

É sempre bom quando gostam do que se escreve, tenho que ver se me dedico à comédia :)