domingo, 28 de Outubro de 2007

Olho por olho, dente por dente

Desde muito pequenino que sempre gostei da frase "Olho por olho, dente por dente", mas só quando fiquei mais velho é que me percebi o seu significado. O Hélder Sanches diz no seu blog que a famosa regra de prata "Não faças aos outros aquilo que não gostavas que te fizessem a ti" "...encerra em si próprio todo o potencial para o desenvolvimento de uma cultura egoísta e intolerante."

Eu compreendo como o Hélder pode ver esta faceta na regra de Prata, regra que se encontra fortemente ligada à religião Cristã, afinal de contas a Igreja Católica teve muitos actos condenáveis feitos à luz de tal regra. Mas a regra que o Hélder propõe “Não faças aos outros aquilo que eles não quiserem que lhes façam” tem igual potencial para uma cultura de egoismo e intolerância, mas desta vez do lado de lá.

Se a primeira regra é egoista para quem a escolhe, a segunda potencia o egoismo do lado de lá. Qualquer uma destas regras considero ser inadequada à vida em sociedade. Tanto a primeira como a segunda, e outras do genero, a serem aplicadas dão uma vantagem formidável aos individuos que optem por não a seguir. Se eu seguir a primeira regra, não posso punir ninguém pelo mal que me tenham feito porque se fosse eu, não gostaria que me punissem. A segunda regra também me impede de punir outro, porque ele de certeza que não quer ser punido. Um oportunista apenas seria apanhado se alguém quebrasse estas regra, e quando é necessário quebar uma regra para as coisas funcionarem, então esta regra não presta.

A regra do olho por olho, dente por dente, é a que melhor se aplica a uma sociedade. Uma vez perguntaram a Confucio a sua opinião sobre as três regras, sendo elas:

1 - Faz aos outros o que gostavas que te fizessem a ti (Regra de Ouro)
2 - Não faças aos outros o que não gostavas que te fizessem a ti (Regra de Prata)
3 - Olho por olho, dente por dente (Regra de Bronze)

Confucio em toda a sua sabedoria disse que nenhuma das duas primeiras é aplicável, pois se eu pagar com bem o mal que me fazem, como pagarei o bem? Porque a primeira e a segunda impedem-me de punir alguém. O que Confucio disse, foi a regra de Bronze, "Paga com bem o bem que te fazem, paga com justiça o mal que te fazem".

Em resposta ao Hélder, "O que fazer aos outros?", eu digo, faz-lhes bem se te fizerem bem, faz-lhes justiça se te fizerem mal.

Cerveja, lexivia e conspirações

Recentemente mencionei um estudo realizado em ratos, que dizia que os ratos que bebiam cerveja tinham uma incidência de cancro do colon inferior aos ratos que não bebiam cerveja. Eu agora não encontro o artigo original, e não é relevante a veracidade do que acabei de dizer, provavelmente foi wishfull thinking da minha parte. O que é relevante é que em resposta a isto um colega de trabalho disse-me que estes estudos são manipulados pelas marcas de cerveja para aumentar o consumo da própria cerveja.

A minha resposta inicial foi que este tipo de teorias da conspiração, são aplicáveis a tudo, e neste sentido podemos contrapor tudo com uma teoria de conspiração, e no caso de serem realmente verdade dizemos que tiveram sorte, pois se 1 milhão de macacos escreverem em 1 milhão de máquinas de escrever um deles irá escrever Shakespeare, em 1 milhão de estudos, alguns estarão certos.

O que me preocupa neste tipo de argumentos é a descredibilização da ciência. O que faz alguém pensar que a ciência apenas obedece a lobbies? Será casos como o de Michael Bailey ? Será a abundância de estudos que entram em conflitos com outros estudos? Será a falta de informação das pessoas? Ou será algo mais grave e mais provável, como a utilização da ciência por parte de marcas apenas para fins comerciais?

A mim parece-me mesmo que seja a última, este tipo de atitudes são uma constante no nosso quotidiano, como os anúncios de lexivia que exibem um homem de óculos e bata branca a dizer que Nelblanc é que é. Claro que isto descredibiliza a ciência, a razão para usar a ciência nestes anúncios é que a ciência é credível perante as pessoas, mas claro que o homem que lá está apenas vai dizer o que for favorável a quem o paga, e isto sim, provoca uma generalização para toda a ciência, pois existem outras marcas que mostram mais homens de bata branca a dizerem que a sua lexivia é que é. Quando as pessoas são bombardeadas com esta informação numa base diária, tendem a escolher a opção que envolve menor esforço cognitivo, e acabam por decidir que a ciência é manipulada e pronto, o que não só elimina o efeito da ciência num anúncio de lexivia como também o elimina em outras coisas que podem ser mais importantes.

Parem de utilizar a ciência para vender mais lexivia, usem-na para fazer lexivia melhor!

segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Castelo de São Jorge

Como o Ludwig Krippahl diz: "Que treta!".

Este fim-de-semana fui para os lados de Alfama e até me apeteceu ir dar uma volta pelo Castelo de São Jorge, e qual não é o meu espanto quando me deparo com uns torniquetes para controlo de acesso, e dizem-me que tenho que comprar bilhete.

A minha primeira reacção foi igual à do filho do Castelo Branco e pensei cá para mim "@###$2%"

Fui ver os tais preços dos bilhetes e vejo lá 5€, e pensei novamente o que tinha pensado há instantes atrás. E então mais abaixo vejo que os residentes em Lisboa não pagam, e voltei novamente ao pensamento anterior.

Mas porque raio é que os residentes em Lisboa não pagam? É verdade que foram eles que defenderam o castelo dos Mouros há umas centenas de anos, mas será por isso que não pagam? Eu como açoriano, fico logo muito chateado com isso, não ando a cobrar entradas para a Lagoa do Fogo, nem para a Lagoa das Sete Cidades, nem para a Caldeira Velha nem nada disso. Mas depois de ver uma merda destas até fico chateado. Não gosto nada de comparar merdas com outros países, mas estive em Espanha, e a entrada para o Museu Rainha Sofia era grátis aos domingos, e ontem foi domingo pá!

Há com cada uma que parecem duas. Deve ser porque os residentes em Lisboa descontam impostos especificamente para o Castelo, e eu só desconto impostos especificamente para uma segurança social que não uso, e mais! ainda desconto mais para ela que os outros que a usam, e para chegar ao Hospital e ainda ser tratado igual aos outros que descontam menos que eu, e depois ainda tenho que pagar para entrar no Castelo de São Jorge? Se todos pagarem tudo bem, agora uns pagam e outros não... Tá mal!

domingo, 21 de Outubro de 2007

Sou canhoto de cérebro

Fim-de-semana produtivo para o meu blog :)

Há uns tempos andei divertidissimo a olhar para a seguinte imagem


De acordo com a informação no site, se vemos a boneca a girar no sentido contrário aos ponteiros do relógio então o lado esquerdo do cerebro domina, se vemos a girar no sentido dos ponteiros do relógio, o lado direito domina. Quando vi esta imagem só a consegui ver a girar no sentido contrário dos ponteiros do relógio, e com muito esforço, por breves momentos consegui ve-la a girar no sentido dos ponteiros do relogio. O que achei ainda mais fixe foi estar com o meu pai a ver isso, e ao mesmo tempo que eu via um sentido, ele via o outro.

Andei a investigar isso do ser canhoto de cérebro, e encontrei mais um questionário que produziu o seguinte resultado:




You Are 80% Left Brained, 20% Right Brained



The left side of your brain controls verbal ability, attention to detail, and reasoning.

Left brained people are good at communication and persuading others.

If you're left brained, you are likely good at math and logic.

Your left brain prefers dogs, reading, and quiet.



The right side of your brain is all about creativity and flexibility.

Daring and intuitive, right brained people see the world in their unique way.

If you're right brained, you likely have a talent for creative writing and art.

Your right brain prefers day dreaming, philosophy, and sports.



As funções atribuidas ao hemisfério esquerdo são lógica, capacidade de análise de detalhes, linguagem, acção factual, entre outras, enquanto que o lado direito é responsável pela imaginação, filosofia e religião e tem a capacidade de generalizar um determinado problema não se focando nos detalhes.

Façam o teste, e vejam qual o lado do vosso cérebro que manda, mas fiquem já a saber que o esquerdo é melhor que o direito :)

1 - Left Or Right Brained

O Narcisismo cerebral

Era uma vez um rapaz grego de nome Narciso que recusou o amor da ninfa Echo que queria fazer ninfinhas com ele. Tirando o facto de ele ser parvo, porque as ninfas normalmente são bonitas, ele foi castigado por ter dito não à tal ninfa, e o seu castigo foi apaixonar-se pelo seu próprio reflexo num lago. A sua paixão por si próprio era tão grande que ele morreu afogado.

Até Freud disse que todos temos um pouco de Narciso em nós, e não é a cena de recusar os avanços de ninfas que isso já não é de macho, é sim gostarmos de nos ver ao espelho e tal, e isso até é saudável até um certo ponto, o que ninguém sabia era que o cérebro também era narcisista.

Um estudo levado a cabo por David McCabe e Alan Castel revela que quando um artigo sobre cognição tem uma imagem de actividade cerebral com cores e tal, tem maior grau de aceitação do que quando não é acompanhado por tais imagens, independentemente do conteúdo ser cientificamente verdadeiro ou não. Quando li isso pensei, claro que sim, também se meter uns gráficos e tal nas minhas apresentações convenço melhor o pessoal porque desvio a atenção deles para os gráficos. Isso dos gráficos e diagramas são factos estabelecidos, mas na experiência realizada, o que se verifica é que os artigos sem imagens do cérebro, podendo conter gráficos e outras coisas tem menos aceitabilidade que aqueles com imagens do cérebro.

O cérebro é narcisista, e deve ser por isso que nunca ouvimos falar de uma "cérebra", deve ter sido rejeitada há muito tempo, e só agora o cérebro está a cumprir com a sua punição, e deve amaldiçoar o inventor da RMI e TAC, ou então é um verdadeiro narcisista masoquista que inventou uma forma de poder sofrer o seu castigo.

sábado, 20 de Outubro de 2007

Dr. Watson contra a censura

Até parece de propósito. Hoje escrevo algo no meu blog com referencias a racismo, e depois deparo-me com esta noticia explosiva de uma das mais brilhantes mentes cientificas da actualidade James Watson.

A notícia diz que os indivíduos de ascendência africana não tem a mesma capacidade intelectual que os indivíduos de ascendência ocidental. Um argumento utilizado pelo cientista é o seguinte.

"There is no firm reason to anticipate that the intellectual capacities of peoples geographically separated in their evolution should prove to have evolved identically. Our wanting to reserve equal powers of reason as some universal heritage of humanity will not be enough to make it so."

Este frase é genuinamente verdadeira. Não há nenhuma razão para que a evolução intelectual seja igual em continentes separados, tal como não há nenhuma razão para que a produção de melanina seja igual em continentes separados, e mais, há é razões para que não seja. Faz todo o sentido. É também verdade que a "humanidade" em todos nós gostaria que as pessoas fossem todas iguais, e isso é tão verdade que até já andam a insultar e descredibilizar aquela que é uma das grandes mentes cientificas do nosso tempo.

Como este cientista há muitos outros, como o autor de um livro sobre a transexualidade (Michael Bailey) que viu a sua carreira praticamente arruinada, como Helmuth Nyborg, investigador dinamarquês que viu também a sua carreira arruinada por ter mencionado pequenas diferenças no Q.I. entre os sexos.

A ciência não precisa da aprovação de nenhum comité, nem de seguir valores morais, ou éticos para determinar quais os resultados de uma experiência, estes tempos já lá vão, ou não. Os resultados dos testes não são determinados por aquilo que é politicamente correcto, ou pelo menos não deviam ser... Os preconceitos existem na ciência, há coisas que nunca poderão ser ditas, como os negros serem menos inteligentes que os caucasianos, que os homens são menos inteligentes que as mulheres.

Há umas centenas de anos atrás houve umas coisas assim, e hoje é criticada pela comunidade cientifica, a mesma comunidade que critica o Dr. Watson por dizer aquilo que não é politicamente correcto, em vez de se preocupar com o cientificamente correcto.

Go Watson, Go!

Solução para envelhecimento da população portuguesa

O envelhecimento da população portuguesa é um problema que preocupa todos os portugueses. Eu fico muito preocupado com isso, porque sou português e estou a envelhecer, mas isso discutirei em outra altura.

A população está a envelhecer, porque os casais estão a ter menos filhos, e se cada par de velhos produzir apenas um novo, este novo tem pouca arrasta o ponto mediano de idades para a sua menos do que se fossem 3 novos. Por exemplo, duas pessoas com 30 anos tem um filho de 1 ano, isso faz com a media de idades seja 20 anos, o que está muito proximo dos 30. Se o mesmo casal produzisse 2 filhos gemeos com 1 ano, a media de idades seria 15.5 anos, já é um pouco melhor.

Um artigo publicado no Medical News Today diz em termos muito sumários que o racismo dissimulado em outras atitudes exige mais do cérebro do que aquele racismo descarado e sem meias medidas. Como a capacidade cognitiva do cérebro não é ilimitada existe a noção de "maior esforço" ou "menor esforço" para um determinado acto cognitivo. Mas isso não é apenas verdade para o racismo, pode-se generalizar este conceito e aplica-lo ao processo de selecção de um parceiro sexual.

Todo este processo na espécie humana é rodeado de perguntinhas de música, e mais livros, e depois de emprego, e depois de não sei quê, e ainda de ginásios, e bla bla bla que apenas introduzem carga cognitiva desnecessária e dificultam o processo, fazendo com que muitos simplesmente morram antes de finalizar o processo. No caso do racismo, um sinal que diga "Não se contratam indivíduos de raça negra" tem o mesmo efeito que não contratar um indivíduo de raça negra sem exibir tal sinal, com a diferença que obrigará ao negro realizar um esforço cognitivo adicional para perceber que não foi contratado por racismo.

O processo de engate é igual. Vamos todos contribuir para o não envelhecimento da população portuguesa, deixando-nos de subtilezas e dissimulações no processo de selecção de um parceiro, elaborando uma lista de perguntas que será standard para todos, e nos comprometemos a dizer a verdade, reduzindo assim o tempo necessário para enganar o outro, e ainda mais importante, a carga cognitiva envolvida, que pode ser canalizada para outras coisas mais importantes.

quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Mais uma razão para a religião

Andava eu atrás dela, como o príncipe atrás da Cinderela.... Não era isso que queria dizer, era sim, andava eu a ver umas sérias e vi uma conversa muito inteligente.

"Imaginem um homem primitivo na savana, ele ouve um barulho, pensa que é uma hiena, foge sem ver o que é e sobrevive. Outro homem, ouve um barulho, pensa que é o vento, estava enganado e morre." Os homens de hoje em dia evoluíram deste homem primitivo que fugiu, e como tal temos os genes para acreditar em fenómenos que não vemos porque são mais vantajosos. Niels Bohr, quando lhe perguntaram porque ele tinha uma ferradura na porta de casa, ele respondeu:
- "As pessoas dizem que isso funciona quer eu acredite, quer não, por isso mais vale ter isto à porta de casa".

A religião é mesmo isso, se acreditarmos ganhamos muito a custo de nada, se não acreditarmos perdemos muito a custo de nada. Eu cá sou um homem de meter uma ferradura à porta de casa.

terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Rock n Roll

Como macho que sou não resisto a avisar os outros machos sempre que vejo uma mulher com certas características. Entre machos existem códigos para tal, pois não queremos alertar mais ninguém para a presença de uma mulher com as tais características para minimizar a concorrência. Na altura de Madrid, o código em voga era dizer a plenos pulmões "Já ganhou!", e no caso de ser realmente algo muito especial era seguido de um "Três vezes campeã do Mundo!".

Como qualquer código, por uma analise de frequências os outros elementos começaram a aperceber-se do nosso código, e surgiu a necessidade de se mudar o código. Como éramos todos fãs do grande Sean Bateman (irmão de Patrick Bateman, mais conhecido por American Psycho) optamos por dizer "Rock n Roll" sempre que uma mulher com as tais certas características entrava no nosso campo de visão, iludindo assim completamente os elementos não pertencentes ao grupo.

O código teve que ser reajustado quando apareceu uma mulher com outras características que eram melhores que Rock n Roll, e então eu disse "Pink Floyd", e voilá... nasce a classificação de gajas por músicas, e até ao final da nossa estadia em Madrid foram pronunciados vários estilos musicais e bandas, e até artistas quando assim se justificava.

A escala utilizada foi

1- David Gilmour ou Roger Watters

2- Pink Floyd ou dEUS
3- Led Zeppelin, Deep Purple, Radiohead ou Jorge Palma

4- Rock n Roll
5- R&B
6- Country
7- Pimba

8- José Cid
9- Toni Carreira

10- Eduardo Mourato (não vimos nenhuma gaja assim)

Utilizem o código o quanto quiserem...

segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Museu Rainha Sofia

Um dos muitos sítios que visitei aquando da minha estadia em Madrid foi o Museu Reina Sofia, e vi coisas de vários tipos... Vi coisas feias que são arte, vi coisas bonitas que são arte também, e até ouvi um espanhol dizer que não podia falar mal de Miró usando como argumento "que pintores famosos tens em Portugal?" Eu tive que me render à cerveja de merda que eles tem em Espanha para não me render às chapadas.

Mas voltando ao Museu... vi lá os rabiscos de Miró, é interessante como é que alguém vende quadros inacabados, acho que só eu em todo o mundo percebi que Miro usou uma técnica nova de pintura, ele começou ao mesmo tempo a pintar todos os quadros que queria pintar, e morreu antes de acabar a maioria deles, deixando o que poderiam ser obras maravilhosas com apenas uns riscos, de facto foi uma pena...


Depois de achar os quadros de Miró engraçados, segui para ver os quadros de Picasso, e foi então que percebi que o homem não era homem, mas sim um Borg. O seu cubismo era um sentimento nostálgico da sua nave cúbica, que se via repercutido nas pinturas que fazia tentando representar numa pessoa o cubo criando assim várias faces que constituíam a dicotomia do colectivo Borg em que um indivíduo consiste no conjunto de muitos e não na unidade. Fui assimilado pelas suas pinturas.

Em seguida vi as pinturas maravilhosas de Salvador Dali. E sozinho nunca teria percebido que Dali sofria na realidade de Alzheimer. O amigo Du Hast sugeriu como teoria que Dali começava a pintar um quadro, e durante todo o processo de pintura ia-se esquecendo do que fazia, e no fim saiam aquelas coisas formidáveis. Eu já gostava de ver os quadros dele, agora fico a gostar ainda mais, como o quadro seguinte intitulado "The endless Enigma"



Para não correr o risco de pensarem que não aprecio arte, gostei muito de ver a planificação fantástica de Picasso, adorei ver a representação do impossível de Dali, mas Miró continua a ser um coitadinho.

sábado, 6 de Outubro de 2007

Caganeira em Madrid

Em primeiro lugar, quero dizer que madrid é uma boa cidade para cagar, tem optimas casas de banho, principalmente a do Hostel Cats que é onde estou. É uma casa de banho que cheira muito mal, e por isso favorece a vontade de cagar. Tem o problema de ter sido feita para pigmeus, o que obriga a um homem da minha estatutura cagar de lado, nem sabia que isso era possivel e nao vou explicar como se faz.

É sempre bom cagar em espanha, mas nao é algo que pensei que fizesse tantas vezes... bom depois de Aljubarrota eles tem mais é que comer e calar, porque eu sou Portugues e espanha é o meu quintal.

Agora vou ali e ja venho...